quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Homem ganha coração e se casa com a viúva do doador


Há 14 anos, Celedino Vieira, 59, ganhou de volta a vida e um inusitado amor com o transplante de coração. A cirurgia o fez recuperar as batidas no peito e conhecer sua atual esposa: Leila, 38, a viúva do doador. Como ele mesmo e seus amigos brincam, o paciente levou o coração e a mulher do doador Adenilson de Souza Batista, 26. Se fosse enredo de um conto romântico, Celedino poderia ser apresentado como o protagonista que recebeu a missão de continuar fazendo o coração bater no peito, tanto dele como de Leila e de seus dois filhos, de 6 e 8 anos na época.Além da história de amor, o transplante é responsável por quebrar mais um dos estigmas a cerca do que é ou não possível para a razão humana. Celedino supera a marca de 10 anos, prazo previsto de vida do novo coração informado pelo médico na época do transplante, e ainda garante que vive com qualidade. Ele é o paciente vivo mais antigo que realizou esse tipo de transplante em Campo Grande (MS), na Santa Casa. A primeira cirurgia foi feita em 1993 e ele foi o quarto a realizar o procedimento. Em 2005, os transplantes foram interrompidos pela falta de estrutura do hospital e só foram retomados na semana passada, oito anos depois. “Da minha turma de oito transplantados, todos já morreram. O último foi há dois meses, agora não sei se fico alegre ou preocupado”, brinca.Quando realizou o transplante, em 1998, Celedino esperava há um ano e meio na fila depois de ser diagnosticado com miocardiopatia dilatada, dois anos antes. Ele morava na cidade de Dourados, interior de MS, e revezava os dias de trabalho com as viagens até a capital para tratamento na Santa Casa. 

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